A partir do dia 6 de março, os Correios irão aplicar um reajuste de preços em suas tarifas de entregas. A média do aumento para o serviço de encomendas será de 8%, mas estima-se que este reajuste pode passar os 50% dependendo das localidades de envio.

Este reajuste afeta diretamente o e-commerce brasileiro. Segundo Aline Patini, sócia-diretora da Socialtriz Marketing e diretora da regional de Campinas da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), a medida irá impactar, principalmente, os pequenos e médios lojistas. “Se gigantes do mercado como Netshoes e Mercado Livre estão se manifestando sobre os impactos do reajuste, para o pequeno e médio lojista, essa nova taxa torna seu funcionamento inviável”, afirma a diretora. “Poderíamos ser um país que fomenta o empreendedorismo online, porém, este tipo de posicionamento só tende a prejudicar o potencial do mercado eletrônico.”

A posição da Abcomm será de abrir um diálogo com os Correios para discutir o reajuste. Os Correios, por sua vez, afirmam que esta revisão é anual e está prevista em contrato. “Além de tudo isso, quem irá pagar esse preço é o consumidor final. As empresas de comércio eletrônico terão que recorrer às transportadoras e, estas, por sua vez poderão ter demanda e preços elevados. Isso pode gerar um caos no sistema de entrega de mercadorias”, avalia Aline.

Após o anúncio dos Correios, grandes empresas de comércio online brasileiro iniciaram uma campanha utilizando a hashtag #FreteAbusivoNão. O aumento do setor foi classificado como antidemocrático.

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